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Resistência
Geral |
Resistência
local |
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Resistência
aeróbia geral |
Resistência
anaeróbia geral |
Resistência
aeróbia local |
Resistência
anaeróbia local |
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Estática
aeróbia geral |
Dinâmica
aeróbia geral |
Estática
anaeróbia geral |
Dinâmica
anaeróbia geral |
Dinâmica
aeróbia local |
Estática
aeróbia local |
Estática
anaeróbia local |
Dinâmica
anaeróbia local |
RESISTÊNCIA
A Resistência,
também capacidade de resistência ao cansaço, é a capacidade de poder
executar, durante o maior tempo possível, um esforço estático ou
dinâmico, sem diminuir a qualidade do exercício. Segundo a qualidade ou
a quantidade do trabalho por unidade de tempo, como também segundo o
volume da musculatura em actividade, distinguem-se diferentes tipos de
resistência. ( ver tabela em cima )
RESISTÊNCIA
GERAL
A Capacidade de resistência ao cansaço nos movimentos em todo o corpo,
isto é, na utilização de grandes grupos musculares, como, por exemplo,
na corrida de fundo.
RESISTÊNCIA
LOCAL
A Resistência de um grupo reduzido de músculos, que podem ir de 1/6 a
1/7 da musculatura total do esqueleto, é necessária, por exemplo, no
trabalho dos braços dos lutadores de boxe e nos atletas que levantam
pesos.
RESISTÊNCIA
DINÂMICA AERÓBIA GERAL
A Capacidade de resistência ao cansaço no esforço dinâmico com o emprego
de mais de 1/6 a 1/7 da musculatura total do esqueleto, durante uma
intensidade de movimento superior a 50% da capacidade máxima da carga
circulatória e com uma duração de carga que oscila entre os três e cinco
minutos. A capacidade cardio - pulmonar, ou seja a capacidade do
coração, circulação, respiração e metabolismo, determina o factor que
limita o rendimento. Um estímulo para treino é eficaz quando o pulso,
durante um esforço que se efectua entre 3 a 5 minutos, ultrapasse as 130
pulsações por minuto.
Nos esforços com uma duração superior a 90 minutos, o tamanho dos
depósitos metabólicos desempenha um papel acessório.
Factor limitativo do rendimento: Poder máximo de observação de O2
Principais formas de treino: Corrida contínua, fartlek, corrida com a
duração de alguns minutos, corrida intervalada, rampas, jogos de
corrida, Treino em circuito, cargas contínuas específicas de toda a
espécie, sempre que a frequência do pulso ultrapasse as 130 batidas por
minuto.
RESISTÊNCIA
ESTÁTICA AERÓBIA GERAL
Sempre que o exercício estático é feito com o emprego de grande grupo de
músculos e uma carga e uma carga inferior a 15/20% da força máxima e
numa duração da carga, grande, estamos perante um tipo de resistência
estática aeróbia geral. Este tipo de resistência não é necessário no
atletismo.
Factores limitativos do rendimento: Poder máximo de absorção de O2,
força muscular (baixa), captação periférica de O2 (capilarização).
Desportos principais: tio ao arco, tiro e trabalho das pernas no
hipismo, etc.
Principais formas de treino: Formas de carga específica para o desporto
em si, quando é posto em actividade um grande grupo de músculos
permanentemente estático.
RESISTÊNCIA
DINÂMICA ANAERÓBIA GERAL
Também resistência de velocidade, ritmo de resistência ou apenas
resistência. A exigência surge no exercício anaeróbio com carga dinâmica
de intensidade de ritmo máximo ou «sub máximo», em consequência disso,
apenas nos movimentos cíclicos ( que se repetem ) , pois nos movimentos
acíclicos ( executados uma só vez ) é muito pequena para provocar um
cansaço correspondente. Esta resistência actua já na corrida de 200
metros e atinge o seu significado maior nas corridas de meio fundo ( de
400 a 1500 metros ). Nestas entra-se na maior dívida de oxigénio,
registando-se a maior percentagem de ácido láctico e o índice mais baixo
de PH no sangue dos corredores. Assim que a duração da carga ultrapassa
os três minutos, a preparação de energia aeróbia ganha um maior
significado.
Factores limitativos do rendimento: Qualidade e quantidade da obtenção
de energia anaeróbia, índice do PH, se bem que em medida inferior, o
cansaço central ( nervoso ).
Principais desportos: Corridas dos 400 e 800 metros, corridas no gelo,
remo, natação, etc.
Principais formas de treino: Corridas em séries ritmadas, rampas,
sprints, corridas com alternativas de velocidade, estafetas, corridas
lançadas, treino em circuito em elevada intensidade, etc.
RESISTÊNCIA
DINÂMICA AERÓBIA LOCAL
É a capacidade de poder manter, durante o maior tempo possível, um
exercício dinâmico com um emprego de um grupo, o mais pequeno possível
de músculos, numa intensidade de carga baixa.
Factores limitativos do rendimento: Qualidade e quantidade dos depósitos
do metabolismo muscular em relação a uma grande quantidade de sangue
local irrigado ( capilarização ), pequeno cansaço central ( nervoso ).
Principais desportos: Remo, movimento dos braços na natação,
movimentação dos braços no boxe, trabalho dos braços na esgrima, etc.
Principais formas de treino: Vários exercícios de repetição com
elásticos com uma intensidade de carga baixa , ginástica de resistência,
todas as formas de carga específica do desporto em si, as quais exijam
uma carga de baixa intensidade e longa duração de forma dinâmica num
pequeno grupo muscular.
RESISTÊNCIA
DINÂMICA ANAERÓBIA LOCAL
A capacidade de aguentar o maior tempo possível um trabalho dinâmico de
um grupo, o mais pequeno possível, de músculos com uma intensidade de
carga elevada.
Factores limitativos do rendimento: Qualidade e quantidade da capacidade
metabólica anaeróbia bem como da captação intracelular de O2.
Principais desportos: Como na resistência dinâmica aeróbia, quando
predominam cargas de curta duração.
Principais formas de treino: Exercícios de repetição variados com carga
local de intensidade elevada, formas de treino, no geral, como na
resistência dinâmica aeróbia local.
RESISTÊNCIA
ESTÁTICA AERÓBIA LOCAL
Resistência num grupo suficientemente pequeno de músculos, mais ou menos
num exercício estático, quando a força de contracção empregada se
encontra abaixo de um quinto da força máxima.
Factores limitativos do rendimento: Força máxima individual, bem como o
volume de sangue irrigado na musculatura exercitada.
Principais desportos: Exercícios de apoio no tiro, tiro ao arco,
trabalho executado pelos braços nos corredores de longas distâncias.
Principais formas de treino: Formas de carga específica do desporto em
si que estática e permanentemente exigem um pequeno grupo de músculos
com pouco emprego de força.
RESISTÊNCIA
ESTÁTICA ANAERÓBIA LOCAL
Resistência num grupo de músculos suficientemente pequeno, mais ou
menos, num exercício estático, também quando a força de contracção
empregue é pouco mais do que um quinto da força máxima e conduz assim ao
estrangulamento dos capilares.
Factores limitativos do rendimento: preparação da energia anaeróbia
local
Principais desportos: Luta e Judo, trabalho de fixação dos braços no
ciclismo, exercícios de apoio na elevação, etc.
Principais formas de treino: Formas de carga específica do desporto que
exigem estática e permanentemente um pequeno grupo de músculos com
elevado emprego da força.
NOTA IMPORTANTE
A complexidade dos tipos de resistência aqui descritos bem como a
variedade das formas de movimento nos diferentes desportos torna
impossível treinar selectivamente um único tipo de treino de
resistência. As formas de treino citadas determinam apenas pontos
principais do treino que melhoram, nomeadamente, o tipo de resistência
descrito. Como na maioria das modalidades desportivas não é só exigido
um ou outro tipo de resistência, como também não é raro uma combinação
geral de diferentes tipos de resistência, recomenda-se o emprego de um
«treino complexo» , no qual é treinada uma combinação das diferentes
qualidades básicas motoras.
O Treino da Resistência
- Professor João Abrantes
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