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"Et Voilá! Portugal, un grand
pays!".
Levanto os braços e
avanço triunfante para a meta, completando pela primeira
vez os 42.195 m da maratona. Aquelas palavras foram o
melhor dos prémios que alguma vez tive. Sou uma
verdadeira vencedora.
Quatro meses de treino específico, interrompido pelo
aparecimento e cura de uma fractura de stress. Muitas
horas a correr. À chuva, de noite, sózinha, e com o meu
cão.Entusiasmo e desânimo. Sentir as lágrimas nos olhos
ao som dos carrilhões de Mafra e mal conseguir avançar
com dores na canela. Correr 20 minutos e parar a coxear,
quando o treino deveria ser de 1h30m. Pensar em
desistir da maratona. Pensar em desistir de correr.
Quatro meses de dor, sofrimento, incertezas, ânimo e
desânimo.
Não
desisti!!!
A fractura
sarou e consegui fazer a maratona e sou anunciada à
chegada à meta. Eu que levei 4h04m!!
Duro?Não!Foi
fácil! com algum treino (o que foi possível) e com toda
a ajuda do público e da excelente organização foi fácil!
Duros foram os quatro meses antecedentes. Mas valeu o
esforço.
Quando cheguei ao
km 41, tive mesmo pena de só faltarem 1195 metros para
aquela festa acabar. Aproveitei e vivi intensamente cada
metro que me faltava, como aconselhava a organização, à
qual dou a nota máxima, assim como ao público. Nestes
últimos metros um palhaço ofereceu-me uma flor, que vou
guardar para sempre, assim como a recordação desta
experiência absolutamente fantástica e
inesquecível.
E em
Lisboa..., como seria?
Ana Pereira
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