Dieta de Recuperação
Poucos são os que dão importância à alimentação depois das competições ou treinos intensos. A dieta de recuperação é tão importante como a dieta de treino. Não tem qualquer lógica fazermos dieta para uma competição, para depois deitar tudo a perder.
Durante uma competição ou um treino intenso o organismo gasta muito das suas reservas de carburantes energéticos. As reservas orgânicas de glicogénio, gorduras, vitaminas e sais minerais esgotadas após uma competição são exemplo disso. Por outro lado, durante a competição acumulam-se no organismo muitas substâncias tóxicas resultantes do metabolismo.
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Por isto tudo, devemos aumentar o aporte de água no organismo, estimulando a produção de urina e aumentando a excreção das substâncias tóxicas. A água deverá ser alcalina (ph menor ou igual a 7), pois águas ácidas (ph superior a 7), (como Luso,Vitalis por ex.) são contraproducentes. Os produtos tóxicos são ácidos (como o ácido láctico) e, assim, deveremos ingerir bebidas e alimentos alcalinos para os neutralizar, evitando a ocorrência de acidose no nosso organismo. O leite, de preferência magro ou meio gordo, é uma bebida alcalina ideal para uso na fase de recuperação.
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A dieta nas primeiras 24 horas após a competição e principalmente na primeira refeição pós-competitiva deverá ser hipocalórica e hipoproteica. Geralmente há uma diminuição espontânea da fome e do apetite devido à existência de substâncias tóxicas ainda não libertadas. A primeira refeição após a competição não deverá conter proteínas e as seguintes deverão ser hipoproteicas. Não será nem a carne nem o peixe que nos ajudarão a recuperar, muito pelo contrário, pois são alimentos difíceis de digerir e pobres em glúcidos, que foram os nutrientes mais gastos durante o esforço físico. Quantas vezes não ficamos indispostos após uma refeição essencialmente proteica, ingerida durante a fase de recuperação de uma competição!!! Assim, para que isso possa ser evitado, é aconselhável que as refeições sejam essencialmente constituídas por glúcidos, já que o principal objectivo é o de se refazerem as reservas de glicogénio hepático e muscular e as reservas de triglicéridos. Os alimentos vegetais são muito ricos em glúcidos para além de serem alcalinizantes, pelo que são ideais para usar na fase de recuperação.
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Não devemos ingerir bebidas alcoólicas após as competições. O álcool, devido às suas propriedades diuréticas, facilita, por um lado, a excreção das substâncias tóxicas, o que é benéfico, mas, por outro lado, aumenta a perda de líquidos num organismo muito desidratado, o que é maléfico. Assim, se quisermos beber cerveja após uma competição, deveremos, depois ingerir grandes quantidades de água para evitarmos a desidratação.
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Se a competição foi disputada em más condições de arrefecimento, com elevada perda de sais minerais pela sudação, deveremos exagerar um pouco o uso de sal na comida para aumentar o aporte de sódio e cloro na dieta. Deveremos igualmente beber sumos de tomate ou laranja, ou comer ananás ou bananas, muito ricos em potássio. Uma boa água mineral alcalina poderá também ajudar a atingirmos estes objectivos.
Para além destes cuidados alimentares, é preciso não esquecer que existem outros que ajudam na recuperação do atleta:
Nas 24 horas que se seguem á realização de um esforço intenso o atleta deve fazer um treino ligeiro, pois este activa a circulação sanguínea muscular facilitando a eliminação dos produtos tóxicos do metabolismo. A paragem total da actividade física após a competição é maléfica, assim como a realização de treino intenso, pois retardam os mecanismos orgânicos de recuperação.
O atleta poderá fazer um banho de imersão em água quente (38º-41ºC) durante cerca de cinco minutos. O objectivo é a activação da circulação sanguínea muscular através de uma vasodilatação causada pelo calor.
O atleta deverá executar exercícios de estiramento e relaxamento musculares após a competição, fazendo com que as fibras musculares readquiram as suas propriedades habituais.