Ventura Saraiva
09-08-2006, 10:14
Quem vive nas pequenas aldeias do Interior sabe muito bem das dificuldades em trilhar caminhos que levam pessoas e animais às terras vizinhas. Desde o nascer ao pôr-do-sol que a labuta diária se faz sem descanso porque é preciso terminar as tarefas antes do dia acabar. É assim a rotina diária. Um treino físico mas também mental já que é necessário planear todas as actividades desde a preparação da terra, as sementeiras, as colheitas, etc.
Desta actividade toda, nasce em cada um de nós uma capacidade física de enfrentar grandes desafios e caminhadas. É a superação das barreiras que por necessidade de subsistência nem se tem tempo de olhar para trás. É sempre em frente! Ora, é através desta forma de encarar a vida que nascem os campeões de fibra. A nossa História está repleta de grandes nomes. Atletas de origem humilde moldados nos desempenhos do dia a dia. Todos os dias...
Com o sedentarismo- o que se designou chamar-se "qualidade de vida" - o corpo perde as suas capacidades físicas, a mente tende a tornar-se mole, preguiçosa. Os erros alimentares sucedem-se e as doenças aparecem inesperadamente. Toca a trompeta; É necessário actividade! E vai daí, assiste-se a uma correria louca por estradas, vales e montanhas.
Cada um por si. Cometendo os mesmos erros alimentares, aumentando os riscos físicos porque toda a actividade desenvolvida é feita sem controlo médico. A vida é mais saudável? Não!
As Serras sofrem agora nas suas entranhas com o chamado desenvolvimento regional e nacional. São auto-estradas, incêndios, coutadas, e plantações de eucaliptais. São veículos de todo o terreno. São os agiotas que movimentam os milhões que a floresta foi dando e que cada vez menos tem para nos dar.
As Serras enfrentam agora um novo desafio. Da reflorestação. Um desafio para todos nós adeptos das corridas de montanha, da orientação, do pedestrianismo, da vida ao ar livre. As Serras passaram a ter mais vida. A delas e a nossa. Partilhar do mesmo oxigénio, da mesma sombra, dos mesmos prazeres. A Serra agradece. Saibamos nós retribuir essa gratidão, para que nunca, como nas histórias que ouvimos dos nossos avós, elas começem com " Era uma vez uma Serra..."
Desta actividade toda, nasce em cada um de nós uma capacidade física de enfrentar grandes desafios e caminhadas. É a superação das barreiras que por necessidade de subsistência nem se tem tempo de olhar para trás. É sempre em frente! Ora, é através desta forma de encarar a vida que nascem os campeões de fibra. A nossa História está repleta de grandes nomes. Atletas de origem humilde moldados nos desempenhos do dia a dia. Todos os dias...
Com o sedentarismo- o que se designou chamar-se "qualidade de vida" - o corpo perde as suas capacidades físicas, a mente tende a tornar-se mole, preguiçosa. Os erros alimentares sucedem-se e as doenças aparecem inesperadamente. Toca a trompeta; É necessário actividade! E vai daí, assiste-se a uma correria louca por estradas, vales e montanhas.
Cada um por si. Cometendo os mesmos erros alimentares, aumentando os riscos físicos porque toda a actividade desenvolvida é feita sem controlo médico. A vida é mais saudável? Não!
As Serras sofrem agora nas suas entranhas com o chamado desenvolvimento regional e nacional. São auto-estradas, incêndios, coutadas, e plantações de eucaliptais. São veículos de todo o terreno. São os agiotas que movimentam os milhões que a floresta foi dando e que cada vez menos tem para nos dar.
As Serras enfrentam agora um novo desafio. Da reflorestação. Um desafio para todos nós adeptos das corridas de montanha, da orientação, do pedestrianismo, da vida ao ar livre. As Serras passaram a ter mais vida. A delas e a nossa. Partilhar do mesmo oxigénio, da mesma sombra, dos mesmos prazeres. A Serra agradece. Saibamos nós retribuir essa gratidão, para que nunca, como nas histórias que ouvimos dos nossos avós, elas começem com " Era uma vez uma Serra..."