View Full Version : Clube AFIS Ovar
Joaquim Margarido
07-11-2006, 18:55
5.º Grande Prémio de Atletismo de S. Martinho (Argoncilhe)
“MENINAS-AFIS” MOSTRAM QUE TAMBÉM SÃO GENTE
Pelas ruas de Argoncilhe, no vizinho concelho de Santa Maria da Feira, correu-se na manhã do passado domingo o 5.º Grande Prémio de Atletismo, numa iniciativa do Grupo Musical Estrela, Junta de Freguesia de Argoncilhe e Comissão Pró-Atletismo de Argoncilhe. A organização, a cargo da Runporto.com, cotou-se a um nível particularmente elevado, com muita animação de rua, um saco de lembranças que fez as delícias dos mais novos e uma novidade em provas do género em Portugal, o controle por “chip” de todos os atletas (num total de 585), nomeadamente dos pertencentes aos escalões de formação. Isto para além, claro está, das “quentes e boas” acabadinhas de assar e distribuídas aos atletas no final, ou não fosse este o Grande Prémio de S. Martinho.
Fruto do excelente trabalho de captação desenvolvido por Manuel Moreira neste início de época, o Clube AFIS Ovar teve a possibilidade de apresentar em prova uma equipa completa de Benjamins Femininos, e logo com um resultado altamente promissor: Marta Granja e as irmãs gémeas Mónica Rendilheiro e Cláudia Rendilheiro, alcançaram para o Clube o 2.º lugar colectivo mercê das 7.ª, 9.ª e 15.ª posições, respectivamente. Em Benjamins Masculinos, Bruno Pinto foi o 9.º classificado, enquanto André Oliveira se quedou pela 26.ª posição. Importa referir que o escalão de Benjamins, só à sua conta, teve a participação de 110 jovens atletas, um número verdadeiramente fantástico. Pedro Leal, Diogo Xavier, Diogo Amaro e Daniel Reis participaram na prova de Infantis Masculinos, classificando-se nos 14.º, 17.º, 29.º e 31.º lugares, respectivamente. Finalmente, em Juvenis Masculinos, Márcio Marques foi o 10.º classificado e Mário Pinto alcançou a 17.ª posição.
Na prova principal masculina, o pódio foi uma cópia da edição do ano passado, mudando apenas o nome do clube graças às transferências deste início de temporada. O benfiquista Youssef El Kalay foi o grande vencedor ao cumprir o trajecto de 9.200 metros em 30m27s. José Moreira (Cyclones Sanitop) e Paulo Carmo (Individual) ocuparam os lugares imediatos do pódio, respectivamente a 8 e a 13 segundos do vencedor. A prova feminina teve em Marina Bastos (SC Braga) a vencedora folgada, gastando 22m03s a cumprir os 6.400 metros do percurso. Nos lugares imediatos classificaram-se Carla Martinho (ADERCUS), com 22m41s e Clarisse Cruz (Sporting CP) com 22m54s. Os representantes do Clube AFIS Ovar, Ricardo Gomes e Paulo Oliveira, concluíram nas 25.ª e 39.ª posições no escalão de Seniores, com registos, respectivamente, de 36m37s e 39m53s, enquanto em Veteranos IV, Fernando Santos foi o 17.º classificado com 47m45s.
JOAQUIM MARGARIDO
Joaquim Margarido
12-11-2006, 21:30
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Títulos nacionais de Meia-Maratona INATEL para Adão Reis e António Vieira
Com os olhos postos no futuro
CLUBE AFIS ENCERRA ÉPOCA 2005/2006
Com um lanche no Restaurante Garrafeira na tarde do passado sábado, o Clube AFIS Ovar assinalou o encerramento da época 2005/2006. Presentes, para além dos representantes dos Corpos Sociais do clube, a grande maioria dos seus atletas, numa clara demonstração do espírito que preside à filosofia própria do clube e que não se resume à actividade meramente competitiva mas que tem na vertente social um dos seus pilares mais sólidos.
Levando o nome de Ovar aos quatro cantos de Portugal, atravessando o Atlântico até à ilha do Pico ou cruzando as nossas fronteiras até Madrid ou Berlim, os atletas do Clube AFIS marcaram presença ao longo da época em meia centena de provas, num total superior a quatrocentas participações, o que dá bem a noção da actividade dum clube que teima em resistir às adversidades e em manter viva a “chama” do Atletismo no nosso Concelho. A isto junta-se a iniciativa e o dinamismo da Secção de Pedestrianismo que, mantendo uma actividade regular, vem alcançando índices de participação assaz significativos, mobilizando uma importante franja de caminheiros, fidelizando-os e constituindo-se já como uma referência para todos quantos vêem na Caminhada uma forma de promoção da saúde e bem-estar.
Motivos de sobra para que Manuel Ramos, o Presidente da colectividade, na sua breve alocução, estabelecesse um balanço da época francamente positivo, destacando “o título nacional júnior de 3.000 metros obstáculos alcançado por Leonel Fernandes, a conquista dos títulos nacionais de Meia-Maratona do INATEL por António Vieira (veteranos II) e Adão Reis (veteranos IV) e o reconhecimento da importância e prestígio da Meia-Maratona Cidade de Ovar por parte da Associação de Atletismo de Aveiro, que lhe outorgou o título de Sócio de Mérito, o seu mais alto galardão”. De seguida, Manuel Ramos dirigiu palavras de apreço a todos os atletas presentes, particularizando os mais novos, “aqueles que têm a responsabilidade de assegurar o futuro do Clube”, e ainda “os nossos maratonistas – Moreira da Silva, Fernando Santos, Joaquim Vieira e Jorge Pinto – que recentemente, em Berlim e no Porto, tão bem representaram o Clube.” Com os olhos postos no futuro, Manuel Ramos conclui destacando “a importância de terminarmos tão rapidamente quanto possível as obras na nossa sede social, fixando-nos condignamente numa casa que é de toda a família AFIS. E, naturalmente, podermos continuar a elevar bem alto o nome de Ovar com eventos como são a Meia-Maratona Cidade de Ovar e a recém-criada Marcha Nocturna Cidade de Ovar, exemplos inequívocos duma colectividade aberta à Sociedade, que não regateia esforços no sentido de valorizar aquilo que o nosso Concelho tem de melhor.”
JOAQUIM MARGARIDO
Joaquim Margarido
14-11-2006, 21:37
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Miguel Viegas, Manuel Rilho e Orlando Duarte
32.ª Meia-Maratona Internacional da Nazaré
CLUBE AFIS ENTRE “O OITO E O OITENTA”
Conhecida muito justamente como a “mãe” das Meias-Maratonas em Portugal, a Meia-Maratona Internacional da Nazaré soprou 32 velas no passado dia 12 de Novembro. Nascida com o 25 de Abril, sob a égide das voltas à Nazaré, a prova rapidamente se transformou em ponto de passagem obrigatório de todos os “estradistas” nacionais e de muitos estrangeiros. Historicamente, o Clube AFIS sempre manteve uma ligação muito forte à Meia-Maratona da Nazaré, quer participando massivamente na prova ao longo dos anos (sobretudo na década de 80), quer inspirando-se na peculiar dinâmica organizativa para lançar a sua própria Meia-Maratona. Mas os tempos vão mudando e a Meia da Nazaré já não é o que era, apesar de ainda manter muito do seu carisma. Este ano concluíram a prova 1422 atletas (mais 80 que em 2005), ainda assim muito longe dos 3177 atletas registados em 1985.
Organizada pela “Meia Maratona Internacional da Nazaré – Associação de Cultura e Desporto”, esta 32.ª edição desenrolou-se em condições ideias para a prática da modalidade. Numa manhã esplêndida de sol e calor, a mole imensa de atletas viu-se reforçada por algumas centenas de caminheiros, numa iniciativa levada a cabo pela primeira vez no âmbito da prova, trazendo à pacata vila piscatória uma animação e um colorido verdadeiramente inusitados. Após o tiro de partida dado por Rosa Mota - “madrinha” da prova e sete vezes vencedora na Nazaré -, a “armada” queniana tomou conta da corrida e as contas da vitória ficaram logo ali estabelecidas. Festus Langat foi o vencedor, ao concluir a prova em 1h03m39s, à frente dos seus compatriotas Elijah Kitur, Joseph Keino e Abel Cheruiyot. Carlos Valente (NA Vila Real) foi o melhor português, alcançando a 6.ª posição com 1h06m32s. No sector feminino, a russa Natalia Volgina repetiu o triunfo do ano transacto, estabelecendo um tempo final de 1h14m40s. Dulce Félix (FC Vizela) e Fátima Silva (CD Póvoa) completaram o pódio.
Escassa mas valiosa, a formação “afisense” fez-se representar por três dos seus mais destacados atletas. Orlando Duarte, na sua estreia com as cores do Clube AFIS, não podia ter sido mais infeliz, já que se viu forçado a abandonar por volta dos 4 kms devido a problemas de ordem física. Em contrapartida, Miguel Viegas viria a fazer uma prova deveras sensacional. Centrando a sua atenção num ritmo de 4m30s / km, Viegas não se desviou um segundo dos seus objectivos, concluindo na 225.ª posição com 1h34m58s, tempo que passa a constituir o melhor registo pessoal do atleta na distância. Também Manuel Rilho fez uma prova que suplantou largamente as expectativas, terminando na 14.ª posição (Veteranos V) com o tempo de 1h38m52s.
A edição 2006 da Meia-Maratona Internacional da Nazaré ficou ensombrada pelo protesto do marroquino Youssef El Kalay (SL Benfica), 5.º classificado, colocando em causa a legalidade da presença em Portugal dos quatro primeiros atletas. A Organização viu-se forçada a suspender a classificação da prova e a consequente entrega dos prémios monetários aos dez primeiros concorrentes masculinos. Posteriormente viria a confirmar as classificações finais, não considerando procedente o protesto por, segundo António Caria dos Santos, o Director da Prova, “ter sido apresentado fora dos prazos legais que o Regulamento da prova determina”. Os organizadores pretendem agora avançar com uma exposição à Federação Portuguesa de Atletismo: "Vamos procurar que se dê atenção ao sucedido, porque não queremos dar cobertura a pseudo-ilegalidades. Esperamos que este caso sirva de alerta às organizações de outras provas e, pela nossa parte, vamos tomar as necessárias medidas para que situações do género não ocorram no futuro", garantiu Caria dos Santos.
JOAQUIM MARGARIDO
Joaquim Margarido
18-11-2006, 13:07
VITÓRIAS MORAIS NÃO ENCHEM BARRIGA
A fundação da «notável vila de Penamacor» perde-se na penumbra dos séculos, não se conhecendo, ao certo, qual a época e o seu fundador. A sua história começa a aparecer mais clara com D. Sancho I que a conquistou aos Mouros e lhe concedeu foral em 1189. Com uma situação geográfica privilegiada, esta vila possui excelentes miradouros naturais, donde se desfrutam panoramas ímpares sobre as freguesias de Águas e Aldeia do Bispo, sobre o concelho do Fundão e Idanha-a-Nova e mais além até ao país vizinho, que dela dista apenas quinze quilómetros. Mas Penamacor não é apenas História e paisagem. De há sete anos a esta parte, muitos e bons atletas de todo o País demandam o extremo nordeste do distrito de Castelo Branco com o intuito de participar na Meia-Maratona “Tarzan Taborda”, prova organizada pela Câmara Municipal de Penamacor e que este ano contou com a participação de 164 atletas (dos quais 108 veteranos e apenas 13 senhoras).
Paulo Gomes (Conforlimpa) repetiu o triunfo do ano transacto, estabelecendo um novo “record” da prova ao registar 1h06m12s. Para isso muito contribuiu o emocionante duelo que travou ao longo de todo o percurso com Bruno Saramago (GRECAS) que se quedaria a quatro escassos segundos do vencedor. Com 1h07m14s entraria Jorge Pinto (JU Fornos), fechando o pódio. No sector feminino, a bracarense Fernanda Miranda também “bisou”, concluindo a prova em 1h21m11s, uma larguíssima vantagem sobre as mais directas perseguidoras, Rosário Pais (Açoreana Seguros) e Vanda Ribeiro (Boavista FC), que gastaram 1h27m04s e 1h28m52s, respectivamente.
Apesar da grelha de prémios particularmente atractiva, a prova registou uma quebra no número de participantes relativamente ao ano transacto, a que não será estranho o reescalonamento dos atletas de acordo com as novas determinações federativas. Adão Reis (Clube AFIS) terá sido, seguramente, uma das “vítimas” desta situação. Segundo classificado em 2002, quarto em 2003 e vencedor em 2004 e 2005, o notável atleta não foi este ano além do… 6.º lugar no escalão de Veteranos IV! Ainda por cima estabelecendo o seu melhor registo de sempre na prova, 1h19m01s. É claro que Adão Reis pode sempre reclamar para si a “vitória moral” (os primeiros cinco classificados tinham todos menos de 55 anos), mas… é pouco! A representação “afisense” ficou completa com o 10.º lugar de Artur Vieira e o 12.º de António Vieira, ambos no escalão de Veteranos III, com os tempos de 1h18m57s e 1h19m30s, e também eles penalizados, em certa medida, pela situação descrita. É necessário estar atento ao problema, salvaguardar os interesses daqueles que, em devido tempo, ajudaram a construir o nome e o prestígio de muitas das nossas principais provas de estrada, sob pena de, legitimamente, os atletas mais antigos (mas nem por isso com menos valor) começarem a reequacionar a sua participação em provas futuras. Com isto, o Atletismo só sairá a perder.
JOAQUIM MARGARIDO
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