Orlando Duarte
10-06-2007, 20:18
A introdução da crónica de hoje tinha todo o cabimento no tópico dos desabafos, senão vejamos:
Como é meu salutar hábito, cheguei cedo (8:25) à Praia das Paredes. Entretanto no cruzamento imediatamente antes, sou informado por uma simpática militar do RA4 que o parque de estacionamento é lá mais abaixo. Aproveito e pergunto onde posso tomar o pequeno-almoço, ao qual aquela linda militar responde “que no local há um bar onde o poderei fazer”. Arrumada a viatura, há que palmilhar os 1 000 mts. de distância anunciados entre o parque de estacionamento e a Arena. Nunca pensei demorar tanto tempo para percorrer os referidos 1 000 mts.. Todavia, passados 25 longos minutos (detesto andar a pé) chego à dita Arena. O primeiro obstáculo estava transposto. De seguida, nova odisseia; tomar o pequeno-almoço. Como tinha sido informado que havia um bar no local, lá fui à procura dele. Qual não é o meu espanto quando vejo um improvisado “bar” militar, limitado a uns pacotes daqueles produtos que as crianças adoram com farinha e chocolate, alguns sumos e café que era tirado numa máquina doméstica do século passado…
Como devem calcular, para estar ali aquela hora, tive de sair muito cedo de casa (Lisboa) e, naquele momento, no interior da floresta, carente de sustento, e perante o “bar” que estava à minha frente, foi como que um balde de água gelada tivesse caído por mim abaixo!
Uma solícita colaboradora da organização ao tomar conhecimento da nossa situação informa-nos que do lado sul da Arena há uma praia (Vale Furado, zona muito bonita. Embora em vão, valeu a pena lá ter ido) e que há lá bares. Mais uma caminhada de +/- 500 mts. mas, em vão, pois os bares estavam fechados. Voltámos ao “bar” militar e, que remédio, lá teve que ir um bolicao abaixo e um café da tal máquina do século passado que, afinal se revelou estar ali para as curvas e confeccionar uns aromáticos cafés!
Nestas voltas todas, rapidamente chegámos às 10:10 e assim fiquei com muito pouco tempo para participar na escola de orientação existente no local, e para um candidato a uma espécie de orientista, nunca é demais tomar lições de orientação e lá fui. Ideia engraçada: num pequeno espaço foi improvisado um percurso para o qual havia o respectivo mapa que era dado a todos “alunos”, e que era muito engraçado para as crianças porque, para além da obrigatória numeração, tinha figuras de banda desenhada, o que cativa mais a criança a fazer o “jogo”. Infelizmente por falta de tempo não pude fazer o percurso todo, fiz 10 dos 18 pontos, mas achei a ideia muito engraçada para as crianças e, sobretudo, para desinibir os adultos que acham a orientação um papão!
A minha corrida
Mais uma vez tive dificuldades em “entrar” e orientar-me no percurso. O ponto 1 foi onde gastei mais tempo (6´37). Mais à frente, no ponto 4, também senti algumas dificuldades. Era o ponto mais comprido da pernada, tinha cerca de 450 mts., e para mim, que ainda me oriento muito pelos caminhos, neste ponto a ausência de caminhos era total…ainda assim fiz 5´09. Daí em diante tudo me correu às mil maravilhas. O terreno, maioritariamente de areia coberta de caruma, era fofo e de fácil progressão e 34´19 depois conluia a minha segunda prova de orientação. Desta vez não houve o malvado anglicismo do MP e daqui resultou um saboroso primeiro lugar no escalão, com o segundo classificado a cerca de 20 minutos!
Cerimónia protocolar e almoço
À hora marcada começou a entrega dos prémios e pelos escalões de formação seguindo-se os de competição. Pelo meio, houve um sorteio para os não premiados escalões abertos (OPT1,2 e 3). Ao ver os brindes a sortear, 3 por escalão, fiquei, no mínimo, surpreendido. Já levo alguns bons anos de actividades desportivas e nunca pensei assistir ao sorteio de…troféus, que eram em tudo iguais aos anteriormente referidos.
Há que referir que os troféus eram placas de vidro rectangulares com as insígnias dos organizadores gravadas, às quais eu achei muita graça por serem, simultaneamente, discretas mas muito bonitas.
Fiquei na dúvida se este vidro era da região (Marinha Grande). Mas tenho a certeza que não foram fabricadas na extinta fábrica Manuel Pereira Roldão, que há 13 anos foi encerrada após imensas jornadas de luta por parte dos seus trabalhadores que tudo fizeram para contrariar tal decisão governamental!
Pelas 13:45 foi aberto o almoço volante oferecido pelo R A 4 e que consistia numas bifanas no pão acompanhadas de batata frita, água, sumos e vinho tinto; para sobremesa havia gelatinas, mousse de chocolate e fruta. Excelente momento de convívio e confraternização entre militares e civis, organizadores, atletas e acompanhantes e que se deve agradecer ao R A 4 e ao C O C.
Para reflexão da organização deixo duas notas negativas: o engano substancial da distância anunciada entre o parque de estacionamento e a Arena, com a obrigatoriedade de estacionar no referido parque, quando na zona urbana junto à mata há espaços e que no fim se vieram a revelar muito bons para o efeito (até uma grande camioneta de passageiros dum clube participante lá estava), E aquela ideia de sortear troféus, nunca me tinha passado pela cabeça!
Ainda assim, Bem-haja a todos pelos bons momentos que me proporcionaram naquelas lindas praias e matas da região litoral entre a Nazaré e São Pedro de Moel.
Um Abraço.
Orlando Duarte
Como é meu salutar hábito, cheguei cedo (8:25) à Praia das Paredes. Entretanto no cruzamento imediatamente antes, sou informado por uma simpática militar do RA4 que o parque de estacionamento é lá mais abaixo. Aproveito e pergunto onde posso tomar o pequeno-almoço, ao qual aquela linda militar responde “que no local há um bar onde o poderei fazer”. Arrumada a viatura, há que palmilhar os 1 000 mts. de distância anunciados entre o parque de estacionamento e a Arena. Nunca pensei demorar tanto tempo para percorrer os referidos 1 000 mts.. Todavia, passados 25 longos minutos (detesto andar a pé) chego à dita Arena. O primeiro obstáculo estava transposto. De seguida, nova odisseia; tomar o pequeno-almoço. Como tinha sido informado que havia um bar no local, lá fui à procura dele. Qual não é o meu espanto quando vejo um improvisado “bar” militar, limitado a uns pacotes daqueles produtos que as crianças adoram com farinha e chocolate, alguns sumos e café que era tirado numa máquina doméstica do século passado…
Como devem calcular, para estar ali aquela hora, tive de sair muito cedo de casa (Lisboa) e, naquele momento, no interior da floresta, carente de sustento, e perante o “bar” que estava à minha frente, foi como que um balde de água gelada tivesse caído por mim abaixo!
Uma solícita colaboradora da organização ao tomar conhecimento da nossa situação informa-nos que do lado sul da Arena há uma praia (Vale Furado, zona muito bonita. Embora em vão, valeu a pena lá ter ido) e que há lá bares. Mais uma caminhada de +/- 500 mts. mas, em vão, pois os bares estavam fechados. Voltámos ao “bar” militar e, que remédio, lá teve que ir um bolicao abaixo e um café da tal máquina do século passado que, afinal se revelou estar ali para as curvas e confeccionar uns aromáticos cafés!
Nestas voltas todas, rapidamente chegámos às 10:10 e assim fiquei com muito pouco tempo para participar na escola de orientação existente no local, e para um candidato a uma espécie de orientista, nunca é demais tomar lições de orientação e lá fui. Ideia engraçada: num pequeno espaço foi improvisado um percurso para o qual havia o respectivo mapa que era dado a todos “alunos”, e que era muito engraçado para as crianças porque, para além da obrigatória numeração, tinha figuras de banda desenhada, o que cativa mais a criança a fazer o “jogo”. Infelizmente por falta de tempo não pude fazer o percurso todo, fiz 10 dos 18 pontos, mas achei a ideia muito engraçada para as crianças e, sobretudo, para desinibir os adultos que acham a orientação um papão!
A minha corrida
Mais uma vez tive dificuldades em “entrar” e orientar-me no percurso. O ponto 1 foi onde gastei mais tempo (6´37). Mais à frente, no ponto 4, também senti algumas dificuldades. Era o ponto mais comprido da pernada, tinha cerca de 450 mts., e para mim, que ainda me oriento muito pelos caminhos, neste ponto a ausência de caminhos era total…ainda assim fiz 5´09. Daí em diante tudo me correu às mil maravilhas. O terreno, maioritariamente de areia coberta de caruma, era fofo e de fácil progressão e 34´19 depois conluia a minha segunda prova de orientação. Desta vez não houve o malvado anglicismo do MP e daqui resultou um saboroso primeiro lugar no escalão, com o segundo classificado a cerca de 20 minutos!
Cerimónia protocolar e almoço
À hora marcada começou a entrega dos prémios e pelos escalões de formação seguindo-se os de competição. Pelo meio, houve um sorteio para os não premiados escalões abertos (OPT1,2 e 3). Ao ver os brindes a sortear, 3 por escalão, fiquei, no mínimo, surpreendido. Já levo alguns bons anos de actividades desportivas e nunca pensei assistir ao sorteio de…troféus, que eram em tudo iguais aos anteriormente referidos.
Há que referir que os troféus eram placas de vidro rectangulares com as insígnias dos organizadores gravadas, às quais eu achei muita graça por serem, simultaneamente, discretas mas muito bonitas.
Fiquei na dúvida se este vidro era da região (Marinha Grande). Mas tenho a certeza que não foram fabricadas na extinta fábrica Manuel Pereira Roldão, que há 13 anos foi encerrada após imensas jornadas de luta por parte dos seus trabalhadores que tudo fizeram para contrariar tal decisão governamental!
Pelas 13:45 foi aberto o almoço volante oferecido pelo R A 4 e que consistia numas bifanas no pão acompanhadas de batata frita, água, sumos e vinho tinto; para sobremesa havia gelatinas, mousse de chocolate e fruta. Excelente momento de convívio e confraternização entre militares e civis, organizadores, atletas e acompanhantes e que se deve agradecer ao R A 4 e ao C O C.
Para reflexão da organização deixo duas notas negativas: o engano substancial da distância anunciada entre o parque de estacionamento e a Arena, com a obrigatoriedade de estacionar no referido parque, quando na zona urbana junto à mata há espaços e que no fim se vieram a revelar muito bons para o efeito (até uma grande camioneta de passageiros dum clube participante lá estava), E aquela ideia de sortear troféus, nunca me tinha passado pela cabeça!
Ainda assim, Bem-haja a todos pelos bons momentos que me proporcionaram naquelas lindas praias e matas da região litoral entre a Nazaré e São Pedro de Moel.
Um Abraço.
Orlando Duarte