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Norte Alentejano "O" Meeting
NORTE ALENTEJANO "O" MEETING
Para o Grupo Desportivo 4 Caminhos a organização deste evento será o grande objectivo de 2007.
Esta organização começou em 2005, continua em 2006 e prolonga-se até ao dia inicio da competição (23 de Fevereiro de 2007 com as provas de treino) e talvez mais uns meses até ficar tudo encerrado.
O Norte Alentejano "O" Meeting faz parte da Liga Mundial de Orientação pedestre (WRE), da Federação Internacional de Orientação (IOF), para os atletas de elite, e pontua ao mesmo tempo para o ranking da Taça de Portugal de Federação Portuguesa de Orientação para todos os escalões.
Esperamos a presença de cerca de 300 atletas estrangeiros de cerca de 20 Países, num total de 1000 atletas, apesar da forte concorrência Espanhola (que no dia seguinte organiza em Múrcia um WRE).
Com este tópico vou tentar explicar as peripécias os problemas as angústias e as alegrias por que passa um organizador de um evento de Orientação.
Abordarei os vários aspectos da organização desde a ideia que deu origem ao evento até ao balanço final, passando pelas cenas caricatas, hilariantes até aquelas que não têm piada nenhuma e que deixam a comissão organizadora em pânico.
Espero, que as mensagens que aqui deixar, contribuam de alguma forma para o a melhoria da organização de eventos da nossa modalidade, e aproveito também para referir que as sugestões colocadas pelos visitantes serão tidas em consideração.
Brevemente farei breve resumo histórico sobre os WRE em Portugal.
Abraço
Fernando
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WRE (World Ranking Event)
A História dos WRE tem início em Portugal no ano de 1996 na Vila de Mafra onde se disputou o Portugal “O” Meeting em plena Tapada Real.
O Portugal “O” Meeting atingiu grande sucesso em toda a Europa, porque nessa altura, existiam poucas provas no Inverno. Com um clima ameno e com terrenos desconhecidos Portugal atrai os melhores especialistas mundiais que aproveitam para estagiar em Portugal.
Em 1997 o POM realiza-se no Furadouro (Ovar), com “as arvores Marrecas a verem passar atletas de mapa na mão”. Nesse ano o Campeão do Mundo venceu a competição de Elite.
Em 1998 o POM realiza-se na Praia do Meco, em 1999 em Tomar. Até esta data a prova tinha só dois dias de competição.
A partir de 2000 em Mira o evento passa a ter 4 dias de competição e realiza-se nas Férias do Carnaval.
Em 2001 o Mezio (Arcos de Valdevez) recebe o POM e em 2002 é a Marinha Grande
Em 2003 o o GD4C faz a sua estreia em provas WRE ao organizar o POM em Viana do Castelo e Paredes de Coura.
Em 2004 além do POM que se realizou em Évora e Reguengos de Monsaraz, a IOF atribuiu a Portugal 3 eventos WRE, então a Nazaré acolhe o 2º WRE e Vila Real recebe a Taça dos Países Latinos em mais uma organização do GD4C.
Em 2005 o POM realiza-se em Chaves / Montalegre e Óbidos recebe o segundo WRE desse ano.
2006 Passa novamente a ter 3 WRE O Meeting Internacional da Madeira; O POM em Abrantes e o Meeting Internacional de Mora
E por fim 2007 com o POM em S. Pedro do Sul e o Norte Alentejano “O” Meeting em Nisa.
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IDEIA
A ideia do Norte Alentejano “O” Meeting (NAOM) não nasceu de raiz para esta prova.
Tudo começou com o desejo do GD4Caminhos organizar pela segunda vez o Portugal “O” Meeting (POM).
Ao contrário de outros eventos, na orientação quase sempre se parte do “Zero”. O local é novo, o mapa é elaborado de raiz, temos que contar a mesma história, da mesma forma que já tínhamos contado no evento anterior e no anterior...... aos patrocinadores, Autarcas, proprietários dos terrenos etc, etc.
Com muitas ideias e vontade de concretizar a prova começamos a pensar no local e em vários factores que tornariam o evento aliciante e inovador.
Esta prova não pode ser só Desporto, tem que ser História, tem que ser Tradição, Cultura, Gastronomia, para que os atletas Internacionais nunca mais se esqueçam destas gentes e destes locais.
Então descobrimos um local que reunia isto tudo….
A “base” o “oásis” seria a Coudelaria de Alter do Chão, onde se realizariam as provas dos dois primeiros dias, em plena Coutada do Arneiro.

História da Coudelaria:
A fundação da Coudelaria de Alter não foi um acto ocasional e isolada. Surgiu como corolário lógico de um tempo histórico e de uma política coudélica, personificados em D.João V, o Rei Magnânimo. A ordem da Junta do Estado e Casa de Bragança, de 9 de Dezembro de 1748, marca a fundação da Coudelaria de Alter, e tem o significado simbólico de " Registo " da Coutada do Arneiro como " Solar " do cavalo de Alter-Real.O documento fundacional da Coudelaria de Alter foi emitido por D.João V como:
" ADEMINISTRADOR DA PESSOA E BENS DO PRINCIPE D.JOSÉ, MEU SOBRETODOS MTO AMADO E PREZADO FILHO, DUQUE DE BRAGANÇA ".
http://www.snc.min-agricultura.pt/CA/Historia/Index.htm
Em Dezembro de 2004 começamos a enviar os primeiros ofícios às entidades que gostaríamos de ver envolvidas no evento. O director da Coudelaria (Drº Costa Ferreira), foi muito simpático e desde o inicio acarinhou a ideia, aconselhando em tudo o que era necessário.
No meio disto tudo, estava a esquecer-me de contar o mais importante, é que o terreno é ditador e sem terreno bom, nada feito.
Em relação à parte logística, social e cultural estávamos maravilhados, mas tinha-mos que ter a certeza que tecnicamente o terreno oferecia todas as condições para um evento WRE e por isso tinha-mos que reconhecer ao pormenor toda a área da Coutado do Arneiro, antes de avançar com mais iniciativas.
No dia 25 de Fevereiro de 2005, partimos do Porto para o Norte Alentejano (Eu, luís Leite, Céu Costa e Aida Correia). Pernoitamos em Amieira do Tejo (Aldeia histórica onde viveu algum tempo D. Nuno Alvares Pereira .
No dia 26 bastante cedo rumamos a Alter do Chão. Tinha-mos à nossa espera um trabalhador da Coudelaria que esteve disponível para nos acompanhar durante todo o dia. Percorre-mos a Coutada de fio a pavio e realmente, apesar de já termos organizado provas em locais melhores, este tinha as condições necessárias (lagos, barragem, reentrâncias, alguns elementos característicos rochosos, áreas abertas, e algumas cercas de arame, as árvores são sobreiros e oliveiras e em todo o terreno existe nesta altura um conjunto de flores silvestres que transmitem um colorido de uma grande beleza .
A seguir visitamos o Museu do Cavalo o Laboratório de Genética Molecular a Falcoaria os Picadeiros a Messe o Hospital Escolar Veterinário a Loja de artigos Regionais. Para qualquer situação que colocasse-mos havia sempre solução: Área de concentração, estacionamento, partidas, chegada, restaurantes, WC, local para entrega de prémios, secretariado, Local para Imprensa etc. etc. tudo era perfeito.
Havia ainda a hipótese de engalanar todo o espaço com bandeiras com as cores da Coudelaria que são usadas em dias de festa.
No final um pic-nic à base da comida da região foi uma maravilha!
Em relação à Coudelaria estávamos descansados, depois de passear-mos um pouco por Alter do Chão onde visitamos o posto de Turismo e Pavilhão Municipal, parti-mos para Castelo de Vide e Marvão onde programamos as provas nocturnas extra competição na sua parte urbana.
Estas duas vilas são autênticas pérolas no panorama Nacional e Internacional com uma riqueza histórica incalculável e com uma beleza fora do vulgar.

Depois em termos técnicos são um espectáculo para a realização de provas de sprint em Orientação. Sobe e desce constante, labirinto de ruelas, piso irregular, Castelos, jardins e depois aquelas flores todas pelas ruas
Eu não me canso de visitar Castelo de Vide e Marvão, para os que não conheciam foi um delírio. A Paisagem que se avista de Marvão e da senhora da Penha é deslumbrante e das mais bonitas que conheço.
O dia tinha sido magnifico e estávamos muito contentes com tudo o que tínhamos presenciado, já de noite regressa-mos a Amieira do Tejo, “Quartel – General” de várias missões que tínhamos pela frente.
continua brevemente com o relato do dia 27 Fevereiro 2005
Abraço
Fernando
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Vale da Silvana
A tarefa que nos esperava no dia 27, era bem mais espinhosa!
Descobrir o terreno para realizar a prova do 4º dia, pois o 3º estava muito bem escolhido (Termas da Fadagosa de Nisa), já utilizado no Campeonato Nacional de estafetas em Maio de 2004.
O plano era, eu e o Luís Leite reconhecer-mos a área entre Alpalhão e Castelo de Vide pois há muito que tinha debaixo de olho aquela região.
Equipados a rigor pois o frio apertava, sem esquecer os sapatos de orientação, para melhor adaptação ao terreno extremamente pedregoso, começamos a reconhecer a área 3Km depois de Alpalhão em direcção a Castelo de Vide.
Utilizamos a carta militar da zona, canetas dermatográficas, máquina fotográfica digital e telemóvel.
A Aida e a Céu, conduziam o carro ao longo da EN 246, e tentavam manter ligação à vista connosco o maior tempo possível.
O reconhecimento era feito em corrida em parelha, com um afastamento entre nós que variava entre os 50 e os 100m.
Salta muro, salta vedação, muita giesta (alguma com o dobro da minha altura)
- Vai mais ao lado até perder de vista
- OK!
contornar pequenas áreas de cultivo, pedras e mais pedras de formas irregulares mas concentradas em pequenas áreas, algumas áreas excelentes mas muito pequenas no meio de zonas intransponíveis pela densidade da vegetação, continua-se em corrida permanente em Ziguezagueando e tentando avistar o mais longe possível porque de uma maneira geral o terreno era aberto, salpicado por vezes com tufos muito pequenos de árvores.
- Luís, vamos passar para o outro lado da estrada e aproveita-mos para beber um pouco de água no carro?
- OK
Já tínhamos nas pernas vários quilómetros de sobe e desce constante, muitas silvas, já estava arrependido de não levar caneleiras, mas os collants novos também estavam a fazer jeito.
Começava a ficar impaciente, as coisas não estavam a desenrolar-se como eu esperava, muitas vezes quando observamos determinada área ao longe e parece boa, depois no local não corresponde ao que desejamos.
Continuamos, sobe e desce, algum terreno sem interesse, até ao Marco geodésico de FIGUEIRAS, daí avista-se o terreno até longa distância. Aproveitamos para descansar um pouco.
A partir daqui, existem algumas propriedades privadas para criação de gado, a mão do homem mantém deste modo o terreno muito mais limpo, com maior traficabilidade.
Olho para a carta e leio “Vale da Manceba” e “Vale da Silvana”, o nome fica no ouvido, começamos a ficar mais animados, aqui nos Montes poderia haver algum apoio logístico, o problema maior eram os locais para estacionamento de viaturas. Continuamos agora mais rápido, a alegria parece que nos dá forças, a seguir aparecem alguns muros em ruína que darão algumas boas referências para o cartografo e orientistas. A facha interessante é relativamente estreita, pois mais para dentro a vegetação e áreas de cultivo inviabilizam qualquer veleidade.
Depois de uma pequena área plana, o terreno transforma-se numa zona de reentrâncias profundas, com pedras e falésias enormes, alguns fossos com vegetação acrescentam mais elementos característicos, os coelhos saem à nossa frente em grande correria, ao desapontamento do início da manhã surge agora uma euforia descontrolada que nos leva a correr desalmadamente pelas reentrâncias e a saltar esporões, saltar de rocha em rocha como atletas de montanha, mais à frente grandes monolíticos de granito metem respeito, Pedras w mais pedras, a seguir grande descida, até uma zona plana que termina numa Ribeira (Ribeira de Nisa), tentamos passar mas era profunda, não era vadeável, a única passagem era pela ponte na EN 246, terminava ali aquela possível área a cartografar, são cerca de 3km2, só dá para uma distância média, que pena, quem dera que tivesse o dobro!

Corremos até à ponte, para ver se conseguia-mos descobrir a Aida e a Céu, mas nada, entretanto decidimos ir um para cada lado da estrada até encontrar-mos o carro.
Corri cerca de 1Km e qual foi o meu espanto, era mesmo ali a partida para uma prova de estrada ( Escalada da Srª da Penha, organizada pela Casa do Povo e Inatel de Castelo de Vide )
A Aida e a Céu estavam a ver a partida pois era engraçado descobrir uma prova de atletismo a começar na estrada no meio do campo.
A Aida e a Céu queriam também conhecer o terreno do vale da Silvana, depois de verificarem o nosso contentamento. Estacionamos o carro e procuramos através da estrada o ponto de entrada para as propriedades, era tudo um pouco apertado, mas no interior existia uma área de concentração muito bonita e ampla, tentamos definir possíveis locais de partida e chegada, percorremos novamente a área tentando abordar por novos locais e agora ainda gostamos mais, aproveitamos para tirar fotografias e por sorte contactamos dois dos proprietários que nessa altura estavam a trazer comida para o gado que mostraram interesse em que o evento se efectivasse.
Tínhamos 4 horas de corrida e marcha nas pernas, o cansaço começava a pesar cada vez mais, começamos a deslocar-nos em direcção ao carro que se encontrava no outro extremo, agora seguimos pela estrada para ser mais rápido, mas a subida era íngreme e a fome já começava a dar sinal. Sou o primeiro a chegar, procuro na bolsa que levo à cintura a chave do carro, não a encontro, levo a mão ao bolso do casaco e também nada, os outros que entretanto chegaram não percebiam bem o que se passava e quando lhes disse que não tinha a chave, não acreditaram.
- E agora o que fazemos? Pergunta a Aida
- Não tinha explicação, não me lembrava de nada em relação à chave!
A única hipótese era partir para o terreno e fazer o percurso inverso, aplicar aqui um treino de Orientação “Memorização”, o Luís vem atrás de mim, tentei passar exactamente pelas mesmas pedras, trilhos, muros etc. sempre a olhar para o chão, por vezes observava novamente aquelas fragas majestosas e as formas do terreno que tinham grande pormenor.
Um grupo enorme de vacas estavam agora juntas num dos locais onde foi descarregada palha para comerem, assustaram-se com o nosso movimento e desatam em correria. Eu e o Luís, continuamos tentando não deixar para trás nenhum local onde tínhamos passado. Não havia sinal da chave, cada vez ficava mais nervoso com a situação, as horas a passarem, tínhamos a viagem para fazer para o Porto e às 20h00, tinha que apanhar o comboio para Lisboa.
No final de uma zona aberta e plana muito perto de um muro alto, construído recentemente observo qualquer coisa familiar, cabedal e uma parte metálica, era a chave a inscrição Mitsubishi não deixa enganar, que alivio, foi quase no inicio, ao transpor o muro, ainda trazia a chave na mão e nem dei pela falta dela.

Eu e o Luís corremos em direcção da Aida e Céu que vinham muito mais para trás, dali atalhamos para a estrada, era altura de regressar à Amieira.
Depois de um almoço à pressa, conseguimos ainda comprar o queijo fresco de Arez e o pão e Boleima da Amieira, para matar saudades da terra a alguns que estão no Norte, mas que não conseguem esquecer as suas origens!
Este fim – de - semana deu-nos a garantia absoluta que poderíamos avançar sem reservas para apresentar uma candidatura excelente ao POM 2007.
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CANDIDATURA
No início de Março começamos a trabalhar no processo da candidatura.
A candidatura foi apresentada em forma de livro com o seguinte índice:
1. INFORMAÇÃO GERAL
1.1 CONCEITO PARA O POM
1.2 APRESENTAÇÃO
1.3 PROGRAMA
1.4 BENEFICIOS PARA AS AUTARQUIAS E PARA A MODALIDADE
2. CENTRO DO EVENTO
2.1 LOCALIZAÇÃO
2.2 ALOJAMENTOS
2.3 CONFERÊNCIA DE IMPRENSA E CERIMÓNIAS
3. ÁREAS DE COMPETIÇÃO
3.1 TIPO DE TERRENO
3.2 MAPAS
3.3 FOTOS
4. PATROCINADORES E APOIOS
5. INICIATIVAS
6. ORÇAMENTO
Com uma impressão de qualidade, e aproveitando ao máximo a imagem, a candidatura tentou mostrar sobretudo o planeamento com 2 anos de antecedência.
Foi apresentado um programa detalhado do evento com os locais de realização das provas, informação técnica e programa social e cultural.
As iniciativas paralelas também eram bastante inovadoras (concurso para emissão de selo do evento pelos CTT; canção oficial por Mafalda Veiga, Torneio de Golfe no AMMaia campo de Golfe de Marvão, Iniciação à equitação na Coudelaria de Alter).
Todas as informações recebidas das entidades sobre o apoio ao evento, foram anexadas (Governo Civil de Portalegre, Associação de Municípios do Norte Alentejano, Câmaras Municipais de Castelo de Vide, Marvão e Nisa, Região de Turismo do Norte Alentejano, Coudelaria de Alter do Chão).
Com este tipo de trabalho evitamos a realização de um filme que seria mais dispendioso, apesar da sua elaboração ter sido um pouco penosa, pois as noites passadas na RGB – Gráfica, não são muito agradáveis.
Contudo, a experiência foi bastante enriquecedora, projectando ideias futuras mais arrojadas.
Em 06 de Maio de 2005 foi enviada para a FPO o processo de candidatura.
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Atribuição
A Federação Portuguesa de Orientação, recebeu quatro candidaturas para organizar o Portugal "O" Meeting. Todas elas tinham grande qualidade.
No final de Junho a Federação Portuguesa de Orientação, decidiu atribuir o POM ao Oriestarreja (S.Pedro do Sul) utilizando o seguinte critério:
- Clube que não organiza há mais tempo.
- Qualidade da candidatura.
- Qualidade dos locais dos eventos.
Efectivamente, o Oriestarreja, apresentou uma candidatura de alto nível com um grande apoio do Municipio de S.Pedro do Sul.
Ao GD4C foi atribuído a realização do Norte Alentejano "O" Meeting, prova englobada no calendário da Liga Mundial, para os atletas de Elite, a realizar em NISA de 23 a 25 de Fevereiro de 2007.
A ideia, foi aproveitar parte da candidatura realizada ao POM, para organizar este evento.
Os locais dos eventos seriam Castelo de Vide (WRE) e Nisa.
Desde essa data foram iniciados os preparativos habituais neste tipo de eventos.
- No inicio de Julho foi criada uma brochura (logotipo) pela RGB Image, para ser distribuída nos 5 dias da Républica Checa e no Campeonato do Mundo no Japão.
- Na mesma altura o webmaster Luis Leite arrancou com o Site Oficial do evento em www.gd4caminhos.com
Começava assim mais uma aventura para o clube "Organizar mais uma prova da Liga Mundial"
Cumpts
Fernando
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Senhora da Sanguinheira
Dia oito de Setembro de 2005, um dia bonito para viajar.
Pelas 07h00, parto do Porto rumo a Portalegre, acompanhado pelo Élio Magalhães.
O Élio é um dos elementos principais do clube, quase sempre disponível para colaborar.
Tínhamos várias reuniões agendadas (Ader-Al, Governo Civil, Hotéis), mas principalmente era o Turismo que nos levava para aquela região.
Durante a viagem colocamos a conversa em dia e fomos planeando o trabalho que tínhamos que fazer.
O Casco histórico de Portalegre estava praticamente esventrado, o programa Polis também fazia das suas no interior de Portugal. Foi com grande dificuldade que conseguimos encontrar um pequeno espaço de terreno para estacionar, mesmo junto à fábrica da Art Robinson (Fábrica de cortiça mais antiga de Portugal).
As reuniões que realizamos foram todas de primeiros contactos informais, onde não se resolve nada, mas onde se conhecem as pessoas e se trocam ideias.
O resto das famílias (Aida, Zita, Joana e Barbara) seguiam mais tarde para almoçarmos todos juntos em Portalegre.
Foi difícil conseguir um restaurante devido ao adiantado da hora, mas lá conseguimos uma mesa por volta das 15h00!
Depois de termos dado uma volta pela cidade, partimos para Castelo de Vide. A Zita não conhecia nada do Alto Alentejo e ficou deliciada com a vila. Visitamos o Castelo, a Judiaria, as casas de artesanato e todas aquelas ruelas cheias de flores. Aproveitamos o tempo da melhor maneira possível e já quase de noite, seguimos para a Amieira.
Amieira do Tejo é uma aldeia completamente isolada do mundo, apesar da IP2 passar a 5km, só se deslocam para lá os seus habitantes, porque a estrada que segue da Amieira, chega ao rio Tejo e não tem continuação. A ponte há muitos anos prometida nunca foi construída. O Castelo por onde passou o Condestável na sua juventude e a igreja do Calvário são os monumentos mais importantes. A Amieira é também por muitos apelidada de Terra de Jans (Terra de Lendas).
Quando em 2004 organizamos na Amieira o Campeonato Nacional de Sprint, foi uma forma excelente de divulgação da aldeia, várias pessoas tornaram lá numa altura mais calma!
No dia seguinte, segui com o Élio para o vale da Silvana, precisava da sua opinião sobre o terreno. Corremos tudo de fio a pavio, vimos muita caça, e até uma raposa saiu à nossa frente. O Élio gostou da área apesar de ter também a minha opinião, era preciso mais um pouco de terreno bom.
À tarde fomos passear para Marvão, localidade que eu considero das mais bonitas de Portugal, fortaleza inexpugnável, de grande beleza construída em cima de fragas e falésias com o seu casario pintado de branco com alguma vaidade, mas nessa altura com algumas obras de beneficiação dos arruamentos. Verificamos todos os possíveis locais para montagem da partida, chegada, concentração, secretariado e estacionamentos da mesma forma que já tinha-mos estudado em Castelo de Vide. O projecto das duas provas de sprint nocturno era arrojado, mas os locais eram do melhor que eu conheço. Depois de uma tarde bem passada regressamos à Amieira para jantar e participar no arraial nocturno.
No dia seguinte, a tarefa principal que eu e o Élio tínhamos que cumprir era encontrar um local para realizar a prova de treino.
Eu conhecia superficialmente um local em Arez que me parecia bom, porque quando passava a caminho de Amieira costumava olhar com alguma atenção para esse local, mas não tinha a certeza pois nunca lá tinha estado ao pé. Paramos o carro no extremo da aldeia e começamos a entrar por um caminho de terra perto do cemitério.
Logo no início aparecem uns aglomerados de pedras gigantes para onde subimos para podermos avistar o terreno mais à frente. O terreno tinha ardido no ano anterior o que permitiu limpar as reentrâncias das silvas e tojo características das zonas mais húmidas. Logo mais a baixo passa a Ribeira de Arez que atravessa a aldeia. Existia uma cerca de arame muito alta que tivemos dificuldade em passar. Aproveitamos um muro de uma azenha antiga para passar a ribeira e começamos a subir uma pequena encosta, aquilo parecia mentira, mas era excelente, pedras enormes estavam ali à nossa frente totalmente desordenadas mas muito bem definidas. Mas nunca tinha visto tantas cercas de arame em tão pouco espaço. Desato a correr para ver se aquilo continuava no mesmo estilo. Parecia mais o Gerês do que o Alentejo. Eu estava eufórico e decido continuar, para não me perder do Èlio grito para ele permanecer no local até eu chegar. Queria ver mais para norte junto à ribeira.

A ribeira de Arez era muito bonita a partir deste sítio, com carvalhos de grande porte a acompanhar o seu caudal, que nesta altura do ano leva muito pouca água. Nesta zona o relevo é muito bem definido com reentrâncias profundas, pedras e elementos característicos à base de vegetação. Existiam várias junções de cursos de água o que fazia lembrar terrenos mais a norte do País. Tudo isto excedia em muito as minhas expectativas, tento no pouco tempo que dispunha ver o mais possível, numa corrida ofegante regresso para o local onde me tinha separado do Élio, que entretanto tinha também reconhecido outra parte da área.
Conversamos os dois sobre o elevado nível técnico do terreno, nunca até essa data conseguira-mos um terreno tão bom para cartografar, o único problema eram as malditas redes de arame. Tudo o que até ai estava planeado seria alterado, aqui passaria a realizar-se a prova da liga mundial e poderia ser de distância longa, se não houver qualquer impedimento da parte dos proprietários, autarquia ou associação de caçadores.
Sendo assim o vale da Silvana ficaria para outra ocasião.
Decido que no dia seguinte voltaria a Arez para continuar o reconhecimento.
No segundo fim – de - semana de Setembro celebra-se em Amieira os festejos em honra da Senhora da Sanguinheira ( segundo a lenda é o nome que foi dado à Santa que curou uma doença de sangue na Aldeia). Não há melhor data para visitar esta terra. Todas as noites há bailarico e a aldeia fica completamente esgotada, principalmente com os visitantes de Lisboa nesta altura quase todas as famílias se reúnem. A tourada à vara larga, a procissão, conjuntos musicais e a gastronomia constitui o programa que tenta manter as tradições locais bem enraizadas.
O Élio e a Zita que são amantes do Alentejo, gostaram da aldeia e das suas gentes e até começam a pensar em comprar uma casa, para eles acabava o fim – de - semana prolongado e regressam ao Porto.
O meu pensamento estava em Arez, ao início da tarde de Domingo resolvo voltar lá. A Aida leva-me de carro, deixa-me a 5Km de Arez e ela segue de carro até à entrada na aldeia. Resolvo abordar a área escolhida vindo de norte para poder fazer o limite da área a cartografar. Os eucaliptais conquistaram quase toda esta região, mas a partir dali existem algumas tapadas e coutadas. O tempo vira de repente e levanta-se uma grande ventania e chuva intensa que me apanham de surpresa. O calor dos últimos dias, já estava longe e agora os terrenos lavrados ficaram tipo lamaçal e os sapatos ficavam com um peso enorme, pois o barro ficava colado, sentia-se um cheiro intenso a terra molhada. Esta área não prestava, não tinha pormenor nenhum, mas o declive era acentuado, pois a Ribeira de Figueiró passava perto dali fazendo uma inflexão para norte. Seguia sem mapa, mas numa direcção que me parecia a correcta, tinha que alcançar umas linhas de alta tensão que estavam para sul, mas com o ondulado pronunciado do terreno as distâncias são uma ilusão, salto muitas redes de arame, áreas cultivadas, gado, caminhos, mas pessoas nem vê-las, já tinha cerca de 40 minutos de reconhecimento até que chego a ribeira de Figueiró. Esta ribeira poderá ser o limite a norte do mapa, para cá da ribeira não tem interesse cartografar. A partir daqui o terreno é muito mais plano até encontrar a ribeira de Arez. No meio existe uma área de pastoreio sem interesse para a orientação que se chama “Nave”, para leste até o marco geodésico de Valongo o terreno não é tão técnico mas é agradável, predominando a azinheira e o sobreiro como que pintalgando aqueles terrenos que normalmente estão ressequidos. A zona mais valiosa é sem dúvida as encostas sobranceiras à Ribeira de Arez e Ribeira de Figueiró, mas a variedade de elementos característicos torna este terreno único.
Fiquei com uma ideia muito real do terreno, faltando apenas a parte leste ao longo da ribeira de Figueiró, com tudo isto já eram quase 19h00 e a Aida estava à minha espera no carro já preocupada.
Para os nossos familiares era um pouco difícil perceber o que fomos fazer em dia de festa para aquelas bandas, ainda por cima quando lhes disse que andei a contar pedras à chuva!
Quando partimos da Amieira, senti que tinha conseguido juntar mais uma peça do puzzle, Arez era a peça principal!
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Á grande Fernando,isso é que foi uma maravilha em?
Juntar o útil ao agradradável,passear, comer e desfrutar daquilo que se gosta, a natureza, e deve ter-te dado um gozo enorme, andar metido no meio das pedras e mato, pelo menos aí não estávas a gramar a poluição.
Continua a promover eventos desta natureza, que a malta como eu agradecem.
Um abraço
A.M
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NÚCLEO DURO
o núcleo duro da organização foi criado com o intuito de passarem a existir mais 5 elementos com conhecimento total sobre o evento à maior distância possível da sua realização.
Atendendo à disponibilidade dos elementos do clube, foram “eleitos” o Octávio Andrade a Margarida Rocha o Manuel Delgado o Élio Magalhães e o Joaquim Costa.

20 de Janeiro de 2006, foi o dia da primeira apresentação do evento às entidades, empresas patrocinadoras e unidades hoteleiras da Região.
Partimos do Porto pelas 07h00 com uma baixa, o Joaquim Costa à última hora não pode viajar connosco, mas fomos reforçados com um elemento “O meu Pai”, que aproveitou para visitar a terra.
Pelas 11h00 estava-mos em Nisa e apresentamo-nos na Câmara para preparar a sala, instalar computador, montar uma pequena exposição e preparar as pastas para entregar aos participantes. A seguir fomos almoçar à cantina Municipal.
Nisa é uma vila que pode oferecer qualidade de vida aos seus habitantes (piscinas, biblioteca, cinema, posto de turismo, posto de saúde e a natureza).
A apresentação multimédia decorreu no salão nobre da Câmara Municipal de Nisa e estiveram presentes os representantes das Câmaras Municipais de Marvão e Castelo de Vide a vereadora do Desporto da Câmara Municipal de Nisa, Região de Turismo Norte Alentejano, GNR, presidente da Junta de Amieira do Tejo, três unidades hoteleiras, dois proprietários dos terrenos e os responsáveis das empresas Sotinco e Artestanho que se deslocaram do norte do País. Os objectivos propostos foram atingidos (O que é a Orientação? História da modalidade, programa do evento e os apoios pretendidos pela organização).

No final da tarde aproveita-mos todos para visitar os locais onde funcionará o secretariado, pavilhão onde funcionará o “solo duro” e banhos, as piscinas e os itinerários entre os vários locais. No final da tarde fomos abastecer para o fim - de - semana ao super- mercado e no caminho para a Amieira paramos em Arez para comprar-mos queijo fresco (Requeijão). O pão de Amieira e o requeijão de Arez fizeram as delícias do núcleo duro.
O pequeno - almoço seria tomado em casa, o almoço no campo “farnel” e o jantar no lar da Terceira idade da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo.
O apoio da Santa Casa da Misericórdia nestas aldeias isoladas é fundamental na confecção de alimentação para os idosos, apoio domiciliário e enfermagem. Nestes dias aproveita-mos para jantar com eles e foi também mais uma forma de convívio.
Era sexta-feira, depois do jantar decidimos partir em direcção de Marvão e Castelo de Vide, era necessário testar distância a percorrer e as dificuldades daí decorrentes.
Em noite de lua cheia a estrada estava iluminada e apesar do frio cortante em Marvão que fica lá no alto, era tudo bonito e aquele aspecto medieval era fantástico. A seguir percorremos as ruas desertas de Castelo de Vide e verificamos como seria bonita chegada e partida junto à Igreja matriz na praça central. Todos adoraram as vilas, mas entre nós levantava-se cada vez mais a incógnita sobre as nocturnas que nasceram do projecto do Portugal “O” Meeting. Era tudo muito descentralizado, longe e difícil de montar, mas era bonito de morrer.
Só nesse dia de manhã me tinha apercebido realmente do interior antigo da vila de Nisa. A possibilidade de troca das provas de Castelo de Vide e Marvão para Nisa e o aproveitamento desses locais para provas mais importantes noutra ocasião, parecia cada vez mais provável.
No sábado bem cedo arrancamos para o terreno. Começamos pela parte que eu ainda não conhecia. As ribeiras de Figueiró e Arez levavam muita água, parecendo quase rios. Existia uma ponte romana muito bonita que aproveitamos para fotografar, tudo estava verde em contraste com a última visita que tinha realizado em Setembro. Vai ser assim que o terreno estará em Fevereiro de 2007 e era mesmo bonito!

Separamo-nos em dois grupos para mais facilmente podermos bater toda a área e fazer a delimitação final do terreno a cartografar.
Fiquei com o Octávio e Manuel Delgado, mas a meio do percurso o Octávio separou-se de nós para percorrer a margem esquerda da ribeira de Arez, flectindo para Oeste.
Eu segui com o Delgado pela margem direita, o terreno tinha alguma vegetação rasteira com giestas e carqueja, subimos uma pequena colina e contorna-mos umas rochas e quando nos preparava-mos para começar a descer ouvimos uma barulho estranho, tipo rebanho em correria, ficamos quase imobilizados a olhar sem qualquer reacção, era uma vara de Javalis que seguiu em grande velocidade subindo uma pequena encosta e desaparecendo na contra- encosta, fazendo uma grande nuvem de pó, alguns eram grandes, outros médios e algumas crias pequenas, contei dezoito, só no final tive o discernimento de tirar a máquina fotográfica da bolsa e bater uma foto, que ainda apanhou o último no cimo da encosta.
Que susto que apanhamos! Esta zona é reserva de caça associativa e por isso é mais uma preocupação que temos que inventariar para não sermos surpreendidos no final.
Andamos em todas as direcções, verificamos passagens nas ribeiras, portas para passar as redes de arame. Verificamos os possíveis locais de partida, chegada, estacionamento, baby-sitting etc. todos gostaram e estavam entusiasmados menos com as redes de arame.
Comemos o nosso farnel debaixo de uma azinheira (pão, Queijo fresco, enchidos e fruta), que maravilha, sempre a olhar para a curva de nível!
Estabelecemos contactos com O Presidente da Junta de Arez, proprietários de terrenos, traçamos os limites do mapa e estudamos os pontos críticos.
Nessa noite passeamos em Nisa, havia um arraial numa das freguesias, ficamos com uma ideia concreta como seria a prova de sprint nocturno. Tinha algumas condições e resolvia-se a situação com menos problemas logísticos e seria tudo muito mais simples.
No Domingo ainda deu para visitar-mos as Termas da Fadagosa, ver como estavam a decorrer as obras do novo balneário e reconhecer as alterações já verificadas no terreno desde 2004.
Aproveitamos para comprar Requeijão e Azeite para levarmos para o Porto pois as encomendas tinham sido muitas.
O núcleo duro, tinha passado uns dias no Norte Alentejano que deram um enorme prazer, a colaboração de todos tinha “afinado” o programa do evento, que ficaria concentrado só no Concelho de Nisa.
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ABRANTES
Fomos pernoitar em Amieira do Tejo aproveitando a participação no Portugal “O” Meeting em Abrantes (25 a 28 de Fevereiro 2006), precisamente um ano antes do nosso evento.
Conseguimos juntar também a família Costa Leite e o Élio Magalhães.
Este POM teve a participação em Masculinos de um autêntico batalhão de atletas de Elite que fugiram de Espanha devido ao mau tempo, entre eles o Francês Thierry Gueorgiou que era o numero um mundial.
Durante a parte da tarde dos dias dos eventos consegui-mos visitar os locais da competição com os elementos que não os conheciam.
Além de contactos com proprietários fomos verificar a forma de melhorar as passagens das redes de arame. Sabia que existia nessa área uma forma eficaz e não muito dispendiosa de fazer a transposição das mesmas. O processo consistia numa travessa que era pregada aos barrotes das redes e a duas estacas que ficavam enterradas no solo, uma em cada lado da rede. Dessa forma os participantes podiam subir para a parte da travessa que ficava do lado onde se encontrava e apoiando-se no barrote fazer a passagem de uma das pernas para a outra ponta da travessa que estava do lado para onde desejava passar. Assim sem correr risco de rasgar o equipamento nem sofrer qualquer tipo de ferimento os participantes teriam a vida facilitada e a organização mais segura de eliminar acidentes desnecessários.
Nesses dias de competição e lazer aproveitamos para dar a conhecer o que de bom tinha a região em gastronomia.
Ainda recebemos a visita por acaso de uns amigos Suíços, que não perdem um POM e que foram à Amieira passear, qual não foi o nosso espanto quando a Aida os viu passar a caminho da igreja do Calvário. Era a Francine com o Pai e um amigo, que vieram do cantão Suíço, convidamo-los para entrar e tomarem connosco o lanche.
Aproveitamos para fazer publicidade à nossa prova e oferecemos a boleima tradicional da Amieira que foi acompanhada com chá e a seguir o requeijão de Arez com o pão Amieirense.
Foi um sucesso, adoraram e prometeram que viriam novamente em 2007.
No fim de 4 dias de competição intensa ( 2- longas, 1- média, 1- sprint) e entre 166 equipas presentes o GD4C conseguiu o 3º lugar colectivo com 7590,2 pontos o que me deixou muito contente e com muita esperança no futuro.
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