459 PROVAS DE ATLETISMO
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Como é que são separadas as provas as provas de trail e do mini-trail? Como a saída das duas provas é ao mesmo tempo e o percurso parece coincidir no primeiros 12kms, gostava de perceber como se dá a separação.
Desde já obrigado a quem puder esclarecer.
Está de parabéns o Aníbal Godinho e a Equipa que organizou esta 3ª Edição do Trail do Almonda.
Gostei da organização pré-prova,
Gostei do percurso, tanto no aspecto técnico/físico, como no aspecto de variedade de pisos e claro, as paisagens que nos proporcionou,
Gostei da sinalização,
Gostei dos abastecimentos,
Não gostei do balneário!!
Gostei de acompanhar o grande Víctor Silva a quem saquei informação que me pode vir a ser muito útil num futuro a médio/longo prazo.
Em princípio será por isso um Até 2013!!
"There's a truth in your eyes saying you'll never leave me
The touch of your hand says you'll catch me wherever I fall"
"Tudo o que me resta no coração é a tua simples recordação." Landon Carter
____________________________________
Por quem não esqueci é agora o mote para continuar a correr, porque quando corro lembro-me mais de ti!!
http://alexandre-duarte.blogspot.com
Felicito igualmente a organização da prova. Suficientemente profissional para não esquecer qualquer detalhe mas suficientemente familiar para ser flexível para lidar com aspectos particulares ou alguns imprevistos.
De louvar também a atitude dos atletas que costumam participar nestas provas. Há de facto um espírito diferente das provas de estrada. Sente-se mais a entreajuda e o companheirismo.
Penso que por esta hora a organização já recebeu a mensagem mas deixo-a também aqui: É preciso corrigir os primeiros 3 kms da prova. Criou-se um enorme estrangulamento nessa fase, com uma pára-arranca que durou mais de 20mn (pelo menos para o grosso do pelotão). Penso que nas edições anteriores isso não terá sucedido porque a prova terá sido feita em sentido contrário.
Última edição de Alfredo Almeida : 09-07-2012 às 16:26
Boa Tarde Alfredo
Em sentido contrário, pelo menos no ano em que participei (2010), encontramos o 'paredão' junto à nascente do Almonda, cerca de 100 mts depois da partida e que criou igual constrangimento ... com o contra de irmos de costas para a paisagem que ontem tivemos de frente!
Penso que com a oferta de trilhos que por ali há e o conhecimento profundo dos mesmos, facilmente se encontrará forma de contornar essa dificuldade por parte da Organização.
Cumps
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Quero começar a minha cronica da participação no Trail de Almonda 2012 por algo tão simples como isso... Depois da experiencia numa prova de Trail a minha admiração por este tipo de prova aumentou e a admiração pelos atletas de Trail tornou-se infinita...
Por volta das 8h15 já estava na partida para aquecer calmamente. Comecei a prova sem stress e não foi preciso muito para pararmos numa desci...da muito tecnica para a Fabrica da Renova. No entanto nas primeiras subidas comecei a perceber que as forças nas "canetas" não era muita.
Até ao km 10 foi-se fazendo... no entanto a subida dos 10 kms aos 12,5 foi agreste e pensei desistir ao km 15... no entanto a descida dos 13 aos 16.º km renovou-me o animo e pensei... vamos lá até aos 20kms. Nessa descida percebi que uma atleta ia em dificuldades com dores no joelho e apliquei-lhe um spray que eu trazia para os meus possíveis entorses... É isso que faz o mundo do trail diferente pois em estrada isso não é possível.
O que vem a seguir foi penoso e nunca consegui voltar a correr tendo já as bolhas dos pés e dor na anca esquerda a fazerem mossa. Para mim fazer 5 kms sem conseguir correr não faz sentido pois Trail não é caminhada.
Cheguei ao posto de abastecimento de rastos e com a noticia de que a descida dos 21 aos 26 era perigosa e muito tecnica fez-me ponderar que estava na hora de encostar à box pois o poder de concentração que iria ser necessario não era possivel e amanhã era dia de trabalho.
Esperei que o atleta vassoura passasse e lá fui numa pickup fazer um passeio TT até à aldeia com a explicação de por onde subi e o que teria ainda que fazer até ao final.
Conclusão: O ambiente durante a provas é fantastico, o convivio no almoço também... tive o prazer de conhecer pessoalmente as simpáticas Cristina Guerreiro e Ana Guimarães e voltar a rever muitas caras conhecidas das provas da Associação Omundodacorrida.com
Quem olha para a altimetria e vê até onde fui não percebe o pq da desistência pois os 10 kms era quase todos a descer... mas custou muito a chegar lá acima e aconselho a todos os atletas sem experiência a ponderarem e não arriscarem quando não se sentem sem capacidade para avançar... uma queda grave naquela descida seria um problema a nivel de logística caso fosse necessário resgatarem-me devido a uma fractura.
E como fiz referencia no titulo provas de Trail não é para "meninos" como eu e como tal não vou desistir mas sim dedicar-me aos mini-trail e provas de estrada até ter experiencia suficiente para fazer um Trail... e podem querer que Almonda pode esperar por mim
E milagre dos milagres... fiz 20 kms sem qualquer entorseUipiiiii!!!!
Um obrigado muito especial ao amigo Mário Lima que rebocou até onde foi possível sempre com conselhos técnicos e a todos os outros amigos pelas vossas palavras de apoio e incentivo no almoço.
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Excelente relato Nelson
Pode não ter (ainda) pernas para trail, mas o espírito já lá está e esse é bem mais difícil de obter.
Permita-me algumas opiniões acerca do seu relato.
Com o tempo e prática fará todo o sentido ...
Trail é também caminhada!
Foi sem dúvida a melhor opção.
Alguém me disse um dia, após a minha desistência na UMA de 2010, que foi a minha 1ª e única desistência em 25 anos de prática, que por vezes é mais difícil desistir do que continuar, sob que condições for.
Só não perceberá quem nunca fez trail. Descer é geralmente mais difícil que subir, tanto no aspecto técnico como físico!
A própria consciência dos nosso limites é um excelente ponto de arranque para o início duma nova aprendizagem, seja do que for, trail incluído. Infelizmente descobri tarde esta modalidade, mas agora, quanto mais a pratico menos gosto de estrada. Ainda tenho uma longa e por vezes árduaaprendizagem pela frente, mas há trails e trails. Vale de Barris é por exemplo mais acessível que Almonda. Já ouvi dizer que em questão técnica, o Grande Lago é igualmente um trail acessível.
"O caminho faz-se caminhando ..."
Cumps
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Grande Nelson,
Vejo com grande entusiasmo uma característica que te assiste, que será a base para tudo o resto, a persistência e sobretudo a Humildade. Isto não se treina, já vem no ADN percebes?
Sei que és uma pessoa atenta e está bem rodeado na tua formação enquanto atleta, dai que não perceba a razão pela qual tu afirmes que não se anda em Trail. Menino nisto sou eu, e já vi muito campeão a andar, tem que ser Nelson, mesmo. O mais veteranos te dirão tenho a certeza. Eu sim, Iniciado nisto, em Sicó por exemplo, em algumas subidas a andar, passava por atletas que iam a correr…
Focaste outro ponto, o meu mais fraco, de longe…as descidas, é pá as descidas técnicas ou não são horríveis para mim, mas as técnicas ainda mais, adoro subir. Mas tudo se treina, ninguém nasce ensinado, ninguém tem essa capacidade e se continuares a conviver com os adjetivos que mencionei serem teus, não tenho dúvida, que já no próximo ano lá estarás.
Mas acima de tudo tens que te orgulhar da capacidade de desistir, está é só mesmo para poucos, para aqueles que conseguem mesmo em situações de adversidade maior, colocar o seu lado racional acima de tudo.
Somos parte de um universo amador, que se trabalha e só depois corre e isto fará muita diferença. Como te digo, não sou nada nem ninguém, muito menos em Trilhos, mas volto a frisar que pelo que vejo estás muitíssimo bem rodeado e vais ter o teu trilho certo para os objetivos.
Desisti, mas do que fiz e vi até hoje, o Grande Lago pode ser uma excelente abordagem, levas com pessoas simpáticas, com um terreno muito básico (fiz apenas até aos 21km) e com abastecimentos à moda do “Mundo da Corrida” que são autênticos banquetes, também em simpatia e acredita que isso faz muita diferença.
Acima de tudo, assisto a alguma desilusão entre linhas, como li por exemplo numa outra prova (Corrida de Santo António?) em que por pouco não conseguiste melhorar o teu tempo aos 10km e volto a frisar que não te deves sentir assim, tudo faz parte do processo de crescimento e acredita, que também sei de muitos que treinam 20 vezes mais do que tu, mas não tem um terço da alegria que tu demonstras neste “mundo da corrida” o que para mim é resumidamente, e de longe, o mais importante.
Animo e um abraço,
Bernardo de Filipitsch
Massagens - osteoquietness@gmail.com
Melhor Registo Pessoal:
@ 43Km 05:30:00 Ultra-Maratona Atlântica Melides/Tróia 2012
@42.2Km 04:08:33 Maratona Sevilha 2011
@21Km 01:38:27 Meia Maratona - Nazaré - 2012 Lebres Mister João Lopes e Colega Paulo Antunes.
@15Km 1:07:23 São Domingos de Benfica 13/01/2013
@10Km 43:17 G.P. do Atlântico 27/02/2013 Lebre Mister João Lopes
Obrigada Nelson por aqui colocares o teu testemunho.
Nem sempre é fácil olharmos para dentro de nós e colocarmos a hipótese de pararmos, é difícil porque treinamos para aquele objectivo, é difícil porque somos orgulhosos e encaramos a desistência como um falhanço perante nós e perante os outros. Mas é apenas uma atitude sensata, temos de estimar o nosso corpo, não temos a hipótese de o substituir e chegar ao fim mas lesionados ao ponto de termos de ficar sem treinar é algo muito mais penoso.
Esta foi a minha terceira participação em provas de trail, a primeira foram os 12 km de Penafirme, a segunda os quase, quase 30 km do Trail de S. Mamede e agora os 30 km do Almonda. Olhando para trás acho que me custou mais os 12 km de Penafirme do que os 30 km do Almonda. Estranho não é? A verdade é que me dou bem em distâncias longas, quer dizer, distância longa será acima dos 30km, tendo em conta os nossos gurus do trail, mas sim, a partir dos 10 km começo a esquecer todas as dorezinhas e começo mesmo a curtir.
Almonda estava previsto ser duro mas eu estava confiante, os treinos tinham corrido bem, o treinador ia-me acompanhar, o objectivo era mesmo chegar ao fim e se possível descer o tempo de S. Mamede.
Isso pensava eu!
Chegamos tarde, nem aquecemos! A partida foi dada e nós ali na frente, não por querermos mas porque já não conseguimos passar lá para trás. Uma partida rápida para um caracol como eu. O Eduardo lá ia a controlar a velocidade. Abrandamos. O pessoal ia passando e metendo-se comigo, não é normal verem-me do mesmo lado.
Os primeiros quilómetros para mim são terríveis e já ia a pensar "Ai a minha vida!" eis que parámos. O que para outros foi mau, para mim foi até bom: aquele engarrafamento serviu para eu descansar após o “aquecimento”, encontrar a Ana Ceríaco, o Miguel Baptista, o Mário Lima, o Nelson e outros amigos. Animei, já não pensava mais no meu corpo mas no quanto era curtido estar ali, a partilhar aquela alegria de correr.
A minha companheira de treinos já ia longe! Perdia de vista antes de chegar a esta paragem. A Teresa Quartilho sobe bem e com a garra com que ela estava não a deveria ver mais até ao final.
E lá ia eu, sempre acompanhada, sempre ao meu ritmo. A Eliana, a Ana, o Miguel, o Mário e o Nelson por perto sempre.
Passámos o primeiro abastecimento e lá chegámos ao segundo. E ainda bem estava a precisar de comer qualqer coisita. Apetecia salgados mas a laranja e a banana também souberam bem.
A partir do segundo abastecimento ganhei mais um acompanhante, o João Mota, estava desanimado, não lhe apetecia correr. Ora aí estava um bom motivo para se juntar ao nosso grupo, eu, caminhava mais do que corria
A seguir apanhámos aquela subida que nunca mais acabava! Parecia mesmo interminável! Caramba foi mesmo bem concebida! Foi aqui que avistamos, ao longe a Teresa e a Eliana.
O brinde veio depois, uma descida espectacular, aquilo é que foi! Confesso que o poder de concentração aqui foi fundamental mas que andei rápido, ai isso andei. A minha guarda de honra ficou para trás, bem que esperei por eles no abastecimento dos 15 mas confesso que as moscas aqui eram muitas e não me apeteceu ficar ali à espera. A Eliana arrancou e chamou-me e eu pensei “eles correm nas subidas e eu ando, vou-me embora”.
Assim foi, apanharam-me já a subir para o abastecimento dos 21km. E surpresa, ganhei mais um elemento na guarda de honra: O Rodolfo! Chegou atrasado meia hora e já ali estava!
A partir deste abastecimento as subidas causavam danos, os meus dedos grandes dos pés já fartos de travar nas descidas começavam a queixar-se. Arrependi-me de não ter colocado pensos para bolhas nos ditos. Acho que vai passar a ser uma medida preventiva. Os rins também avisavam que estavam ali mas não lhes liguei muito. O calor, esse é que era muito!
O Eduardo ia à frente a puxar, o Rodolfo e o João atrás de mim, pacientes, ao meu ritmo! Eu bem que parava e os mandava para a frente mas dali não passavam. Que atletas estes, que amigos, simplesmente maravilhosos!
Lá chegamos à descida, não fosse os meus dedões e tinha-a feito mais rápido. Perigosa sim mas linda. Adoro descer!
Veio o último abastecimento e os últimos km, caramba, custaram mesmo, ver a igreja foi mesmo um alivio. Já estava, 30 km. Passei a meta com um sorriso.
Senti-me mesmo bem!
Afinal a Teresa tinha-se perdido, chegou pouco depois com o Mário Lima. Este homem é mesmo um espectáculo. Foi uma constante presença durante todo o tempo. Anda para trás e para a frente como se andasse de bicicleta ou de carro. Ainda me tentou avisar, talvez a dois km da meta, que a Teresa vinha atrás mas eu não percebi, só queria chegar depressinha.
O meu agradecimento a todos, tornaram este trail especial.
Quanto à organização, acho que esteve bem. Quem anda cá para trás apercebe-se de algumas coisas que estão menos bem mas de certeza que para o ano será bem melhor. Penso que o mais importante talvez seja mesmo o controlo dos atletas nos postos de abastecimento. Deu para perceber que mais uma vez existe sempre quem queira furar o esquema. Nem sei bem porquê, quem por aqui anda não é estúpido e vê bem as malandrices que se fazem e é tão triste ver uns a apontar os outros! Desistam minha gente. A única vitória que importa é aquela em que nos ultrapassamos a nós próprios.
Grande relato, Margarida! Parabéns pelo relato e pela prova.
A partir de agora, só podes continuar: a correr e a relatar!
Beijos
Ricardo Diez