TRIPLO SALTO
A TÉCNICA DO TRIPLO SALTO
Os conhecidos saltos de canguru são o resultado de uma combinação da força e da técnica. Os perigos de lesão surgem apenas naqueles atletas que consideram o triplo salto como um apêndice do salto em comprimento. A técnica moderna do triplo salto exige robustez e uma boa condição física, sendo o atleta do triplo salto não um diminuído, mas um saltador versátil.
Ele necessita de:
A força de impulsão deve ser desenvolvida em ambas as pernas. Entre o salto em comprimento e o triplo salto existe uma relação estreita de movimentos.
| CONDIÇÃO FÍSICA | TÉCNICA | |
VELOCIDADE, FORÇA DE IMPULSÃO, RESISTÊNCIA DE IMPULSÃO, SENTIDO DE RITMO, FLEXIBILIDADE ESPECIAL |
+ | CORRIDA DE BALANÇO 1º SALTO (HOP) 2º SALTO (STEP) 3º SALTO (JUMP) |
Exemplo: 5 metros no salto em comprimento vezes 3 = 15 metros, daí três quartos = 11,25
Uma condição prévia importante para um bom rendimento no triplo salto é a divisão em saltos parcelares isolados.
O atleta tipo saltador mostra características da técnica de « salto íngreme ».
Ela é caracterizada por:
O atleta tipo velocista prefere a técnica do «salto rasante», que tem as seguintes características:
Os saltadores mistos escolhem a « técnica natural », na qual os saltos parcelares se sucedem da seguinte forma: baixo-alto-mais alto. A proporção de salto corresponde à da técnica do salto « íngreme », enquanto a altura dos saltos corresponde mais à técnica do « salto rasante ».
A técnica que for adaptada orienta-se quase sempre segundo a existência de um determinado componente de rendimento (parâmetro: força de impulsão ou velocidade). Análises científicas demonstram e levam a recomendar a técnica do « salto rasante » a todos que estejam incluídos no tipo velocista.
Perder o menos possível de velocidade horizontal, aproveitar todas as forças de balanço e de impulsão: isto exige, ao lado de uma boa condição física, uma boa técnica no atleta.
O triplo salto divide-se em:
Fases principais do triplo salto


( fig 1 )
O objectivo da corrida de balanço é a obtenção da velocidade ideal e a preparação para a impulsão. O melhoramento do record nos últimos anos deve-se principalmente, a uma corrida de balanço maior e mais rápida. O comprimento da corrida de balanço depende da capacidade do atleta de atingir a sua velocidade ideal ( velocidade máxima )
Os saltadores que alcançem a sua velocidade máxima rapidamente necessitam de uma corrida de balanço mais curta do que aqueles que têm menor poder de aceleração. Como regra de força aplica-se: atletas de alta competição 35 até 42 metros que compreendem 18 a 22 passadas de corrida de balanço, jovens de 10 a 15 passadas. O tronco endireita-se gradualmente nas últimas passadas ( preparação para a impulsão através do relaxamento ).
A impulsão é uma transição activa da corrida para a fase de voo. É discutível com que perna se deve iniciar o « hop ». Pode partir-se de uma força de impulsão aproximada de ambas as pernas, de forma que, em regra, a perna « com maior propensão » (a perna de impulsão no salto em comprimento) efectuará os dois primeiros saltos, determinando-se assim 2/3 do rendimento total no triplo salto. (ver fig1)
Uma força enérgica, exercida pelo terço anterior do pé, uma perna de impulsão esticada e um movimento de elevação do joelho caracterizam uma boa atitude de voo.

« Hop »

« Step »
(fig 2 e 3)
1º Salto « Hop » (ver fig2). É o mais baixo possível. A perna de impulsão é movimentada rapidamente sob o corpo, através da qual o saltador garante uma maior velocidade horizontal possível. A queda dá-se através da antecipação extensa do pé de queda (perna de impulsão), a perna, neste caso, está quase esticada. O saltador continua nesta fase até atingir o solo. O centro de gravidade do corpo deve permanecer cerca de um pé atrás do pé da frente. A própria queda dá-se sobre a planta do pé. Os braços e a perna de balanço auxiliam, através de uma oscilação intensa a impulsão para o 2º Salto « step », o que dá « mais cuidados » ao atleta do triplo salto (ver fig3). Os aumentos de rendimento também são atribuídos à extensão do « step », como por várias vezes já foi comprovado através de grandes prestações de vários atletas.
A perna de balanço é movimentada até a horizontal; os braços movimentam-se alternadamente ou simultaneamente. O tronco permanece também aqui direito. A perna de impulsão, primeiro esticada, é mais tarde flectida e o joelho da frente é levado até à altura da bacia. Uma extensão simultânea das pernas de balanço e de impulsão inicia a queda. O pé apoia-se sobre toda a planta; o centro de gravidade do corpo encontra-se mais ou menos sobre os calcanhares. Esta « queda activa » facilita a impulsão para o 3º salto « Jump », a única parte do triplo salto que pode ser designada como salto como salto em comprimento (ver fig4). São possíveis todas as variantes da técnica, designadamente o salto engrupado, em extensão ou de corrida.

« Jump »
( fig 4 )
A preocupação de efectuar saltos rasantes e longos exige uma forma de movimento especial no triplo salto. O « Hop » é efectuado com a força máxima; as distâncias neste salto obtidas por atletas de renome mundial situam-se entre os 6.40 e 6,70 metros. O « Step » anda à volta dos cinco metros, enquanto que o « Jump » apresenta um comprimento de cerca de seis metros. Este corresponde à proporção ideal das fases no triplo salto, isto é, saltar o mais baixo e o mais longe possível.